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quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Sugestões e Orientações - Projetos Sociais - Parte 3 - Metodologia
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Sugestões e Orientações - Projetos Sociais - Parte 2 - Objetivos
Site Fonte da Imagem: http://www.escolapsicologia.com/para-ter-sucesso-estabeleca-um-objetivo-especifico-e-poderoso/
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Sugestões e Orientações - Projetos Sociais - Parte 1
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
O Bem x O Mal
As coisas em que acreditamos não são apenas lugar seguro onde emitimos nossa opinião a favor... É necessário compartilhar literalmente! Segundo Turno, eleições municipais, e mais uma vez nos últimos dez anos nos encontramos em um confronto real de propostas. Se me lembro bem, "nunca na história desse país", se investigou tanto, se prendeu tanto, se condenou tanto e a imprensa foi tão livre a ponto de ser inclusive impertinente, mal educada, e parcial na cobertura e... Muitas vezes na "feitura" dos fatos. Os discursos são ideológicos sim!!! E mais ainda, não importa o quanto ideológico seja, fiz uma pergunta simples para um grupo de pessoas com níveis diferentes de escolaridade e econômico. Quem de nós nos últimos dez anos, conquistou por "seus esforços" algo que almejava no sentido da segurança sócio-econômica para si e ou sua familia? E todos unanimemente respondem, que conseguiram terminar a faculdade, comprar seu carro, dar entrada e ou comprar seu apartamento ou casa. Alguns já planejam coisas maiores, fazer uma pós, viajar pelo Brasil e ou pelo mundo!!! Acontece, e é fato que nos dez anos anteriores ao período que apresento, tudo isso só era possível para o pequeno número de pessoas que estavam no poder. Foi pelo "nosso esforço", sim foi, mais as condições que possibilitaram isso foi uma "escolha" política, que nos tem trazido cada dia mais para esse Brasil de Todos. Em um mundo em crise econômica, e por aqui não é diferente, e mesmo com um crescimento pequeno comparado as Brics, o Brasil tem sido o tempo todo cortejado por grandes empresas internacionais, assim com países que dificultavam a entrada de Brasileiros, hoje negociam a livre entrada de seus cidadãos em nosso país, bem como buscam direcionar nossos investimentos para seus países.
É por isso que compartilho das idéias corajosas, remando contra a maré, apresentadas pela Jornalista Bárbara Gancia, na Folha de São Paulo de hoje, 12/10/2012.
Bem x Mal
Texto de Bárbara Gancia
Está tudo muito bom, está tudo muito bem. E o "The New York Times", o "Financial Times" e o "Times" de Londres podem estar certos de que o julgamento do mensalão representa um avanço brutal para a democracia tapuia, como bem notou o nosso monumental Clóvis Rossi em sua coluna de ontem, mas esta "bastian contraria" (a expressão é piemontesa) que vos fala veio posar na sua sopa para discordar.
É claro que quem tem culpa que pague o que deve. E eu também, como todo o resto do Ocidente (excluindo talvez o Suriname, Cuba e a Cristina Kirchner --que deve sentir coisas por ele), não vou com os cornos do Zé Dirceu. O homem escondeu a própria identidade da mulher, vive de amassos com os Castro, não é exatamente exemplo de democrata e blá-blá-blá-blá-blá.
Acontece que não consigo dissociar a imagem de Joaquim Barbosa de Torquemada e o julgamento do mensalão da Inquisição. Estamos assistindo a um massacre e há muito ainda a considerar.
Diziam que o julgamento seria parcial porque Lula havia escolhido os juízes. Não aconteceu. Aliás, essa desconfiança preconceituosa me faz lembrar o terceiro mandato de Lula, que não houve.
Enunciavam também que o mensalão ia dar a vitória a Russomanno em primeiro turno. Não aconteceu. Por sinal, a economia nem vai tão bem e Haddad lidera as pesquisas.
E Lula, ora, Lula foi o grande vencedor do primeiro turno (tadinha da Martoca) e vai levar São Paulo de enxurrada, né não?
Fica claro também que a classe média alta que se diz informada, mas que raramente acaba obtendo colocação profissional fora do âmbito familiar, quer ver o PT ser varrido do mapa. Essa é a turma que torce como nunca no Fla-Flu do julgamento do STF.
Nos últimos tempos, até a Dilma eles têm tratado com um desdém que antes não havia ali. Já para o zé povinho, tanto faz. Para a perifa, obviamente não só despida de preconceito contra o Lula como identificada com ele até a alma e beneficiada pelas mudanças sociais, escândalo de compra de votos da reeleição, anões do Congresso, Sivam, Zé Dirceu, Collor... é tudo a mesma lasanha.
Eu até concordo que a gente queira ver canalhas ricos o bastante para contratar advogados top na cadeia. Mas, vem cá: o Genoino, gente? Todo mundo conhece o Genoino, sabe que ele não vive no luxo. E não merece o que está acontecendo.
Nesta semana vi gente com sangue nos olhos dizendo que queria vê-lo atrás das grades. Isso não pode ser sede de justiça. É outra coisa. É preconceito puro. E olha que o Muro de Berlim já caiu há mais de 20 anos!
É uma deturpação das mais danosas ao país colocar na capa da maior revista semanal tapuia uma criança negra e pobre que subiu na vida pelo próprio esforço como se ela fosse o novo Pelé.
É como se a classe dominante dissesse: "Os nossos pretos pobres são melhores do que os deles". Os negros pobres do Lula precisam do Bolsa Família e de cotas para chegar lá. Joaquim Barbosa (que, note, se declara eleitor do PT) venceu sozinho, não precisou de "política assistencialista", não é mesmo? Pessoal ainda não entendeu que não é muleta, mas reparação por séculos de apartheid social.
Seria lição de democracia se do julgamento do STF constassem não só PT, mas PSDB, DEM etc. Julgar ignorando garantias, sem direito a recurso e partindo da certeza de que quanto menos provas, maior o poder do réu e, portanto, hipoteticamente, maior sua culpa, é inverter a lógica. Isso não pode ser coisa boa, viu, "Times" de Londres?
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/barbaragancia/1168202-bem-x-mal.shtml
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
A hipocrisia do discurso do ódio
Caros amigos e amigas, depois de muito tempo... Para ser sincero, pelo menos uns dois anos, estou aqui de volta tentando retomar no meu Blog o hábitos de refletir, e escrever sobre minhas reflexões. Reproduzir aqui textos, e pensamentos meus, e de pessoas que andei lendo. Meu filho João, vai fazer dois anos, e minha filha Helena, já tem cinco... Minha vida pessoal e profissional vem passando por um turbilhão de mudanças, e isso é muito legal... Posso dizer com franqueza que estou amando como nunca e, é quando estamos amando que ficamos mais sensíveis e as palavras nos surpreende saltando de nossas cabeças através de nossas mãos. Hoje um dia após as eleições municipais, já antevejo, um processo transformador em andamento... Não! Não estou falando de política... Sim! Sim estou falando de política!!! Estou falando das transformações políticas e sociais em minha vida. Nestes dois anos, acho que fiquei um pouco mais maduro, e com certeza bem mais velho. Aprendi a dirigir, e tomei vergonha na cara e voltei a investir "pragmaticamente" em habilidades profissionais... Estou fazendo um curso intensivo de Inglês e me peguei pesquisando pós graduações. É... As coisas estão em processo de mudança...
Meus caros para iniciar está retomada do Blog "JAM Gestão e Consultoria Social", reproduzo aqui um texto que não é meu, mais creio bastante provocativo de um momento onde os radicalismos ganham outras formas e matizes, e acreditem ou não o vivemos aqui em nosso dia a dia. Precisamos sim, parar e repensar que pessoas queremos ser... Que exemplos queremos dar para nossos filhos!
Abraços a todos e todas e boa leitura!
José Adriano Marinho
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Os muçulmanos querem saber por que, em muitos países, insultar o profeta Maomé significa liberdade de expressão, mas vilipendiar judeus e negar o Holocausto não é.
(Jornal o Estado de São. Paulo de 07 de outubro de 2012.)
Por WILLIAM SALETAN - PESQUISADOR DA CENTURY FOUNDATION
Os judeus exercem excessiva influência sobre a política externa americana. Os gays são muito promíscuos. Os muçulmanos cometem muitos atos terroristas. Os negros praticam muitos crimes. Cada uma dessas afirmações é mal formulada. Todas elas, de uma maneira tosca, referem-se a um problema ou a uma preocupação real. E cada uma viola as leis contra o discurso de ódio. Em grande parte do que chamamos mundo livre, só pelo fato de escrever este parágrafo, eu poderia ser preso.
Libertários, conservadores culturais e racistas há anos se queixam dessas leis. Hoje, porém, o problema é global. Os governos islâmicos, enfurecidos com um vídeo contra os muçulmanos que provocou protestos e distúrbios em seus países, exigem saber por que insultar o profeta Maomé significa liberdade de expressão, mas vilipendiar os judeus e negar o Holocausto não é. E não temos uma boa resposta para isso.
Se vamos pregar a liberdade de expressão em todo o mundo, temos de praticá-la. E anular nossas leis contra o discurso de ódio. Os líderes muçulmanos querem que ampliemos essas leis. Na Assembleia-Geral da ONU, eles fizeram pressão para tornar mais drástica a censura. O presidente do Egito declarou que a liberdade de expressão não deve incluir o discurso "usado para incitar o ódio" ou "dirigido a uma religião específica".
O presidente do Paquistão insistiu que "a comunidade internacional qualifique como crime atos que colocam em risco a segurança mundial pelo abuso da liberdade de expressão". O presidente do Iêmen exigiu uma "legislação internacional" para pôr fim ao discurso que "renega as crenças de nações e calunia seus ícones". O secretário-geral da Liga Árabe propôs um "sistema legal internacional" que vincule todos os países, destinado a "criminalizar o prejuízo psicológico e espiritual" causado por expressões que "insultam as crenças, a cultura e a civilização de outros".
O presidente Barack Obama, embora condenando o vídeo, reagiu a essas propostas com uma defesa tenaz da livre expressão. A presidente da Suíça concordou, ao afirmar que "a liberdade de opinião e de expressão são valores fundamentais garantidos universalmente que devem ser protegidos". O debate entre Ocidente e Oriente, entre respeito e pluralismo, não é uma crise. É uma etapa do progresso global. A Primavera Árabe libertou centenas de milhões de muçulmanos do atraso político da ditadura. Eles estão assumindo a responsabilidade de se governar e de se relacionar com outros países. Estão debatendo e nos contestando. E devem, porque somos hipócritas.
Do Paquistão ao Irã, até a Arábia Saudita, Egito, Nigéria e Grã-Bretanha, os muçulmanos escarnecem da nossa retórica sobre liberdade de expressão. Apontam para as leis europeias que proíbem questionar o Holocausto. Na rede CNN, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, alfinetou o entrevistador Piers Morgan, ao questionar: "Por que na Europa é proibido realizar qualquer pesquisa sobre esse fato? Você acredita na liberdade de pensamento e de ideias ou não?".
Na terça-feira o embaixador do Paquistão na ONU afirmou ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas: "Estamos conscientes do fato de que existem leis na Europa e em outros países que estabelecem restrições, por exemplo, ao discurso antissemita, à negação do Holocausto ou à difamação racial. Temos de reconhecer que a islamofobia e a discriminação religiosa são formas de racismo e devem ser tratadas como tal. Caso contrário, esse será um exemplo de uma política de dois pesos e duas medidas. A islamofobia precisa ser tratada na lei e na prática de maneira similar ao antissemitismo".
Ele está certo. Leis aprovadas na Europa proíbem qualquer expressão que "reduza a importância", "banalize" ou "coloque em dúvida" os crimes nazistas. Hungria, Polônia e República Checa estenderam essa proibição para as atrocidades comunistas. Essas leis estabelecem penas de até cinco anos de prisão. A Alemanha acrescentou mais dois anos para quem "desdenhar da memória de uma pessoa falecida".
As leis que tratam do discurso de ódio vão além. A Alemanha pune qualquer pessoa acusada de "insultar" ou "difamar segmentos da população". A Holanda proíbe "ofender um grupo de pessoas em razão de raça, religião, crença, orientação sexual ou deficiência mental, psicológica ou física". É ilegal "insultar" esses grupos na França ou "difamá-los", em Portugal, "denegri-los", na Dinamarca, e "mostrar desdém" por eles, na Suécia. Na Suíça, é ilegal "rebaixá-los" com um "gesto".
O Canadá pune quem "intencionalmente promove o ódio". A Grã-Bretanha proíbe "palavras ou comportamento insultuosos" decorrentes do "ódio racial". A Romênia proíbe a posse de "símbolos" xenofóbicos. O que essas leis produziram?
Examine as condenações mantidas ou aceitas pela Corte Europeia de Direitos Humanos. Quatro suecos que distribuíam folhetos que qualificavam a homossexualidade de "perversão" e "moralmente destrutiva". Um britânico que expôs na sua janela um pôster de 11 de Setembro proclamando "Islã fora da Grã-Bretanha". Um francês que escreveu um artigo contestando a tecnologia do gás tóxico num campo de concentração nazista.
Veja os acusados liberados pela corte. Um dinamarquês "acusado de ajudar e incentivar a difusão de comentários racistas" ao produzir um documentário em que três pessoas "fazem comentários abusivos e pejorativos sobre imigrantes e grupos étnicos". Um homem "acusado de incitar a população a odiar", na Turquia, "criticando princípios democráticos e seculares e exigindo a introdução da lei islâmica". Um turco "acusado de difundir propaganda" e "criticar a intervenção dos EUA no Iraque e o confinamento em solitária do líder de uma organização terrorista". Dois franceses que escreveram um artigo num jornal "descrevendo o marechal Pétain de modo favorável, ocultando sua colaboração com o regime nazista".
Além desses, você encontrará outros processos. Um pastor sueco acusado de violar leis que interditam o discurso do ódio em suas pregações contra a homossexualidade. Um sérvio acusado de discriminação por afirmar que "somos contra qualquer reunião de homossexuais nas ruas de Belgrado".
A história que mais me agrada é a de um francês, que usou o artigo 10.º da Convenção Europeia de Direitos Humanos para se defender. Denis Leroy é cartunista. Uma das suas caricaturas representando o ataque ao World Trade Center foi publicada num semanário basco, com o título "Todos nós sonhamos com isto... O Hamas realizou". Condenado a pagar uma multa por "aprovação do terrorismo", Leroy afirmou que a sua liberdade de expressão tinha sido violada.
O tribunal considerou que, por meio do seu trabalho, ele tinha glorificado a violenta destruição do imperialismo americano, manifestado apoio moral aos que cometeram os ataques de 11 de Setembro, comentando e aprovando a violência contra milhares de cidadãos e depreciado a dignidade das vítimas.
Apesar da circulação limitada do jornal, o tribunal observou que a publicação da charge provocou uma reação pública capaz de incitar a violência e teve impacto sobre a ordem pública no País Basco. A corte decidiu que não houve violação do artigo 10.º.
Como podemos justificar ações como essas e, ao mesmo tempo, defender cartunistas e produtores de vídeos que ridicularizam Maomé? Ou censuramos ambos ou nenhum dos dois. Podendo optar, eu me coloco ao lado de Obama. "Os esforços para restringir a liberdade de expressão", alertou o presidente nas Nações Unidas, "podem rapidamente se tornar instrumentos para silenciar os críticos e as minorias oprimidas".
Esse princípio, confirmado pelos registros espantosos de processos envolvendo violações de leis contrárias ao discurso de ódio, deve ser defendido. No entanto, primeiro, precisamos estar à altura dele.
TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
E agora é o 3o. TURNO
Começa agora a parte mais difícil das eleições, realizarem o que foi prometido em campanha. Porém cabe a cada um de nós ficarmos atento e cobrar com tamanha energia quanto foi na campanha, seja lá de que lado estava.- Primeiramente o POVO, o mais simples, que melhorou de vida, que nunca pode viver tão bem como agora, de poder comer melhor, ter suas coisas, garantia de emprego, estudar e ver seus filhos(as) estudando e ainda poder sonhar com mais futuro.
- A DILMA, pois sendo uma ilustre desconhecida se elegeu presidenta da 8ª. Economia do mundo.
- O LULA, “analfabeto” para alguns, gênio para mim – terminar o mandato com 85% de aceitação em ótimo e bom é coisa inédita na nossa história, aliás, ter quase 90% nesse patamar durante o mandato também, poderíamos dizer que é pra poucos? Não, até agora temos que dizer que é só pra ele, ninguém até agora. E tão importante quanto isso é ser assim respeitado no mundo todo, parabéns presidente, continue assim “ analfabeto”, alias depois dele deveria ser pré-requisito pra ser presidente, já que seus antecessores eram todos bem “alfabetizados” e vejam o buraco onde nos levaram..
- O BRASIL que vai poder continuar crescendo também para os menores.
- OS RICOS, segundo o próprio presidente, nunca ganharam tanto como agora.
- A CAMPANHA POLÍTICA, já que as baixarias mentirosas e difamatórias do PSDB não conseguiram vencer a esperança, alias a realidade. ( embora em muitos momentos o PT não fez a campanha dos sonhos, também não subiu muito o nível dela).
- POUCA GENTE, já que ela vai ser presidenta de todos(as).
- SERRA, que no fundo não é tão mal, mas que está com partidos errados, baixou demais a campanha e sai reduzido com dela.
- OS ATORES E ATRIZES que agora ganham à concorrência do Serra como ator no papel fraquinho de goleiro Rojas ( chileno), que cena patética aquela do Rojas e agora pior do Serra.
- A GLOBO que representa o atraso dos MCS que não entende seu papel de comunicação e se colocam ( como sempre) do lado de oligarquias escusas de poder pra meia dúzia de privilegiados.
- Infelizmente a NOSSA IGREJA, que por conta de algumas pessoas que só não racharam a instituição porque a Igreja é maior que eles, mas que dividiram ainda mais suas fileiras, alguns que só sabem o que é o poder ditatorial que decide por todos(as) e que impede aos leigos(as) e fiéis o papel de pensantes na suas vidas e no Reino de Deus. Com quem será que aprenderam agir assim? Com Deus não foi...
- O PSDB, que igual ao PFL, ARENA tende a sumir do cenário político, vão ter que se mexer muito para não implodir o partido, ou talvez mudar de nome com fez o DEM.
- MEIA DÚZIA de pessoas das altas classes que não se conformam que muitas vidas sejam resgatadas, valorizadas e elevadas da sobrevida e mendicância condenada por eles.
A imprensa perdeu
| Por Luciano Martins Costa em 1/11/2010 Comentário para o programa radiofônico do OI, 1/11/2010 ![]() | |
Os principais jornais do país anunciam a vitória da candidata petista Dilma Rousseff como a última obra do presidente Lula da Silva. O Estado de S.Paulo é o mais explícito: "A vitória de Lula", diz a manchete. O Globo se arrisca em adivinhações: "Lula elege Dilma e aliados já articulam sua volta em 2014", diz o jornal carioca. A intenção é claramente minimizar o cacife político da presidente eleita. Já a Folha de S.Paulo destaca o fato de o Brasil ter escolhido a primeira mulher "e primeira ex-guerrilheira" para a Presidência da República. Lendo as edições do domingo e de segunda-feira (1/11), alguém que estivesse desembarcando no Brasil depois de três meses de viagem nem chegaria a desconfiar que a imprensa havia sido, até a véspera, protagonista das mais ativas na campanha eleitoral. Desejo manifesto Os jornais inauguram a semana pós-eleitoral com cara de jornais, não dos panfletos em que se transformaram nos últimos meses. Cada um conforme seus recursos, os diários tentam interpretar a vontade das urnas e adivinhar o que virá a ser o futuro governo. No entanto, alguns pontos em comum podem ser ressaltados. A chamada grande imprensa procura afirmar que a oposição, apesar de derrotada na eleição principal, cresceu em número de eleitores, mesmo perdendo na maioria dos estados. A maioria feita pela candidata governista no Congresso Nacional seria equilibrada pela eleição de governadores oposicionistas nos estados mais populosos, segundo interpretam os jornais. Como sempre, o viés ideológico direciona as escolhas da imprensa, que perdeu a disposição para arriscar opiniões fora da sua própria caixinha de convicções. Basta lembrar como foi a manada de adesões ao governo central nas duas eleições do presidente Lula da Silva para colocar em dúvida as afirmações dos jornais sobre a suposta solidez do bloco oposicionista. Com o histórico do adesismo que marca a República desde a redemocratização, parece arriscado demais apostar em configurações de forças políticas com base no resultado quente das urnas. No caso, essas análises representam muito mais a manifestação dos desejos da imprensa, de não parecer assim tão derrotada pela realidade da votação, do que a expressão de uma visão realista do resultado eleitoral. Dissimulando a derrota Os jornais citam o desgaste que foi produzido nas bases da oposição por conta de divergências entre o candidato derrotado José Serra e o senador eleito de Minas Gerais Aécio Neves, considerado por analistas do próprio PSDB como o grande trunfo desperdiçado pela campanha oposicionista. Sobram indícios de que os dois personagens criaram um fosso intransponível entre si, e que daqui para frente a consolidação da carreira de Aécio Neves implica a diminuição do papel a ser exercido por Serra. Some-se a isso o fato de que Serra também tem divergências com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, para se construir uma análise muito menos animadora sobre o seu futuro como líder da oposição. Além disso, ainda resta dentro do armário o esqueleto do suposto dossiê que teria sido montado no período da escolha do candidato do PSDB, e que teve como objetos de bisbilhotices pessoas ligadas a José Serra. Serra perdeu em Minas Gerais e ninguém sabe quanto desses votos foram para a candidata oposicionista como vingança dos mineiros pela maneira como ele passou por cima das ambições políticas de Aécio Neves. A imprensa também destaca que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, anda fazendo planos para se descolar de seus padrinhos políticos e prepara o lançamento de um novo partido, montado com os restos da liderança do peemedebista Orestes Quércia no estado. Assim, em poucas linhas, pode-se observar que os principais jornais do país, que tiveram praticamente todo o final de semana para preparar suas análises pós-eleitorais, perderam a oportunidade de surpreender o eleitor explorando as amplas possibilidades que se armam nas relações políticas com a vitória de uma candidata que nunca havia disputado uma eleição, cuja biografia tinha tudo para reduzir suas chances de vitória – dado o conhecido conservadorismo da imprensa e de grande parte do eleitorado – e que foi vítima de uma campanha sórdida e preconceituosa. Não há como dissimular o papel da imprensa tradicional no jogo sujo que termina. Também fica difícil disfarçar o ressentimento da imprensa com o resultado das urnas. Não há análise, por mais que se pretenda distanciada, que esconda o fato de que a imprensa tradicional foi fragorosamente derrotada nestas eleições. Fonte: Clique Aqui | |
domingo, 12 de setembro de 2010
O ATAQUE DOS PÁSSAROS
SUZANA SINGER
ombudsman@uol.com.br @folha_ombudsman
A manchete de domingo desencadeou uma onda anti-Folha no Twitter, que o jornal ignorou
A Folha vem se dedicando a revirar vida e obra de Dilma Rousseff. Foi à Bulgária conversar com parentes que nem a candidata conhece, levantou a fase brizolista da ex-ministra, suas convicções teóricas e até uma loja do tipo R$ 1,99 que ela teve com uma parente no Sul. Tudo isso faz sentido, já que Dilma pode se tornar presidente do Brasil já no primeiro escrutínio que disputa.Mas, no domingo passado, o jornal avançou o sinal ao colocar na manchete "Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma". O problema nem era a reportagem, que questionava a falta de iniciativa do Ministério de Minas e Energia para mudar uma lei que acabava por beneficiar com isenção na conta de luz quem não precisava.Colocar uma lupa nas gestões da candidata do governo é uma excelente iniciativa, mas dar tamanho destaque a um assunto como este não se justifica jornalisticamente.Foi iniciativa de Dilma criar a tal Tarifa Social? Não, foi instituída no governo Fernando Henrique Cardoso. É fácil mexer com um benefício social? Não, o argumento de que faltava um cadastro de pobres que permitisse identificar apenas os que mereciam a benesse faz muito sentido. Existe alguma suspeita de desvio de verbas? Nada indica.O lide da reportagem dava um peso indevido ao que se tinha apurado. Dizia que a propaganda eleitoral apresenta a candidata do PT como uma "eficiente gestora", mas que "um erro coloca em xeque essa imagem". Essa tem que ser uma conclusão do leitor, não do jornalista.Uma manchete forçada como a da conta de luz, somada a todo o noticiário sobre o escândalo da Receita, desequilibrou a cobertura eleitoral. Dilma está bem à frente nas pesquisas de intenção de voto e isso é suficiente para que se dê mais atenção a ela do que a seu concorrente, mas, há dias, José Serra só aparece na Folha para fazer "denúncias".Nada sobre seu governo recente em São Paulo. Nada sobre promessas inatingíveis, por exemplo.Os leitores perceberam a assimetria. Durante a semana, foram 194 mensagens à ombudsman protestando contra o noticiário, mas o maior ataque ocorreu no Twitter, a rede social simbolizada por um pássaro azul, que reúne pessoas dispostas a dizerem o que pensam em 140 caracteres. Até quinta-feira passada, tinham sido postadas mais de 45 mil mensagens anti-Folha.
CRIATIVIDADE
Os internautas inventaram manchetes absurdas sobre a candidata de Lula: "Empresa de Dilma forneceu a antena para o iPhone 4", "Dilma disse para Paulo Coelho, há 20 anos: continue a escrever, rapaz, você tem talento!", "Serra lamenta: a Dilma me indicou o Xampu Esperança" e "Errar é humano. Colocar a culpa na Dilma está no Manual de Redação da Folha". O movimento batizado de #Dilmafactsbyfolha virou um dos assuntos mais populares ("trending topics") do Twitter em todo o mundo, impulsionado, em parte, pela militância política -segundo levantamento da Bites, empresa de consultoria de planejamento estratégico em redes sociais, 11 mil tuítes usaram um #ondavermelha, respondendo a um chamamento da campanha do PT na rede. Até o candidato a governador Aloizio Mercadante elogiou quem engrossou o coro contra o jornal.Mas é um erro pensar que apenas zumbis petistas incitados por lideranças botaram fogo no Twitter. O partido não chegou a esse nível de competência computacional.Na manada anti-Folha, havia muito leitor indignado, gente que não queria perder a piada, além de velhos ressentidos com o jornal.Não dá para desprezar essa reação e a Folha
fez isso. Não respondeu aos internautas no Twitter e não noticiou o fenômeno. O "Cala Boca Galvão" durante a Copa virou notícia. No primeiro debate eleitoral on-line, feito por Folha/UOL em agosto, publicou-se com orgulho que o evento tinha sido um "trending topic". Não dá para olhar para as redes sociais apenas quando interessa. A Folha deveria retomar o equilíbrio na sua cobertura eleitoral e abrir espaço para vozes dissonantes. O apartidarismo -e não ter medo de crítica- sempre foram características preciosas deste jornal.
Suzana Singer é a ombudsman da Folha desde 24 de abril de 2010. O ombudsman tem mandato de um ano, renovável por mais dois. Não pode ser demitido durante o exercício da função e tem estabilidade por seis meses após deixá-la. Suas atribuições são criticar o jornal sob a perspectiva dos leitores, recebendo e verificando suas reclamações, e comentar, aos domingos, o noticiário dos meios de comunicação.
Fonte: http://blogln.ning.com/profiles/blogs/o-ataque-dos-passaros
Direito de Resposta...
Erenice rebate reportagem e põe sigilos à disposição
Fonte: http://www.reporterdiario.com/site/noticia.php?id=207382&secao=2
O Tesão dos Velhos
O Brasil, como vários outros países do mundo, tem menos jovens; mas os velhos estão mais jovens
Gilberto Dimenstein
É com ânimo de adolescente que o arquiteto Jaime Lerner fala sobre sua experiência de produzir o menor carro do mundo, a ser apresentado nesta semana durante uma feira de design. A ideia é que o microautomóvel não seja vendido a particulares, mas fique em diversos estacionamentos da cidade, para ser alugado por hora, ajudando a aliviar o trânsito. "O carro só tem um problema: eu quase não consigo entrar nele", brinca com seu peso.
Rapidamente muda de assunto: fala das experiências de inovação urbana que o fazem viajar sem parar pelo mundo. Conta que um dos seus projetos, já desenhado, é criar o maior parque linear do mundo, em cima da linha de trem que passa na cidade de São Paulo. "Isso redefiniria o conceito de periferia."
A conversa ruma para questões pessoais e eu lhe pergunto se está namorando. Jaime, viúvo, diz que não vai encontrar ninguém que substitua Fani, sua falecida mulher. Nem se mostra disposto a morar com mais ninguém. Namorar pode ser. "Desde que não me chateie."
Escolhi Jaime, 73 anos, para abrir a coluna de hoje por causa de uma informação divulgada pelo IBGE na semana passada: cresce aceleradamente a faixa etária dos mais velhos. Em apenas um ano, de 2008 a 2009, foram mais 697 mil pessoas -quase a quantidade da redução que houve entre os jovens até os 24 anos de idade.
Estamos vivendo uma redefinição da velhice, uma redefinição acentuada nesta sucessão presidencial.
O Brasil -assim como vários outros países do mundo- está com menos jovens, mas os velhos, de modo geral, estão mais jovens.
Uma prova disso foi uma campanha publicitária lançada na semana passada na Inglaterra depois da descoberta de que as doenças venéreas estão crescendo especialmente entre os homens com mais de 65 anos de idade. Em sua maioria, eles imaginam que esse tipo de doença é coisa de adolescente e que, portanto, estariam imunes a elas, já que, com mais experiência, saberiam escolher melhor as parceiras.
Por trás disso, segundo os responsáveis pela campanha, estão o aumento da expectativa de vida e o crescimento do número de divórcios, além, é claro, dos novos medicamentos e tratamentos para cuidar da saúde, no geral, e da disfunção erétil, em particular.
Principal personagem desta sucessão presidencial, Lula, 65 anos, é visto muito menos como ex-presidente do que como candidato na próxima eleição, quando já terá quase 70 anos. Ninguém vê problema nisso.
Assim como se especula que, caso saia mesmo derrotado, como reforçou a pesquisa Datafolha divulgada ontem, José Serra talvez dispute a prefeitura paulistana aos 70 anos. Muita gente dentro do PSDB lista uma série de razões para o ex-governador não sair candidato, mas idade não aparece entre elas.
Há um time de brasileiros que vai, aos poucos, redefinindo o que significa ser velho. É gente como Silvio Santos, Hebe Camargo, Jô Soares, Fernando Henrique Cardoso, Boni, Chico Buarque, Caetano, Gil, Niemeyer, Adib Jatene.
De alguma forma, eles se comportam, na sua inventividade, como educadores e ajudam a quebrar o preconceito de que ser velho é apenas esperar a morte.
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha sobre a terceira idade mostrou que um terço dos brasileiros com mais 60 anos admite ter depressão. Nesse grupo, o medo da morte é igual ao de ficar doente -isso sinaliza como será complicado preparar os sistemas de saúde para atender a essa clientela.
Psiquiatras alertam sobre o risco de certos preconceitos acabarem atrapalhando o processo de envelhecimento. É que, além dos problemas naturais da idade, é comum a visão que se tem da vida na terceira idade como um momento sem novidades, previsível, monótono, o que, muitas vezes, aumenta a probabilidade de surgirem doenças físicas e psicológicas. Veja quantos acadêmicos, no auge de sua fertilidade mental, se aposentam da universidade.
Isso significa que tesão pela vida se aprende. Ou se desaprende.
Aprende-se, por exemplo, vendo um Jaime Lerner, cercado de universitários, tão satisfeito quanto desajeitado, espremendo-se para entrar no menor carro do mundo.
PS- Aliás, se o país fosse só de sessentões, a eleição presidencial seria assim: Dilma (44%), Serra (32%), Marina Silva (7%). Coloquei no meu site (www.dimenstein.com.br) a pesquisa Datafolha sobre idosos.
gdimen@uol.com.br
Fonte: http://sergyovitro.blogspot.com/2010/09/gilberto-dimenstein-o-tesao-dos-velhos.html






