por Fabio Colleti Barbosa Texto publicado na Folha de São Paulo em 11/07/2010 |
| Cobramos rigidez na conduta de figuras públicas, mas e no nosso dia a dia, não temos o que melhorar? O BRASIL vive momento único em termos de desenvolvimento econômico e social. Isso tem sido possível graças a uma política consistente que vem sendo aplicada há anos e que teve seu impacto potencializado por conta da alta nos preços das commodities (causada, principalmente, pelo crescimento da China). Outros fatores também influenciaram, como o momento demográfico favorável que vivemos, a incorporação de novos consumidores, o aumento do crédito etc. As perspectivas são positivas quando somamos a tudo isso os investimentos ligados ao pré-sal, à Copa do Mundo e à Olimpíada. O crescimento acelerado traz à tona nossas deficiências em termos de infraestrutura, de poupança interna e ainda de outros fatores -os chamados gargalos-, que têm impedido o Brasil de sonhar com taxas de crescimento sustentado mais altas. Adicione-se a isso o fato de que ineficiências como a elevada e complexa carga tributária e os custos trabalhistas e previdenciários minam um tanto da nossa competitividade externa. Para atacar alguns desses problemas, a solução poderá vir com as microrreformas, mas, para outros casos, será necessário encararmos as grandes reformas, que são várias e precisam ser discutidas a fundo. Reformas trabalhista, previdenciária, tributária e a própria reforma política são temas que permeiam os debates há anos. Pondera-se sempre o custo político de enfrentá-las, comparado ao benefício que poderiam trazer. São temas complexos, mas, ao deixá-los para mais tarde, poderemos ver alguns problemas crescerem e se consolidarem, como é o caso da Previdência. A sociedade tem cobrado do governo que enderece essas questões e o faz de forma clara e crescente, o que é muito positivo. Exageramos, porém, ao agir como se todos os problemas do país dependessem exclusivamente de o governo se movimentar e os resolver. Colocamo-nos na posição de estilingue e pouco refletimos sobre o que podemos fazer do lado de cá. Estou convencido de que nossa sociedade como um todo pode mostrar maturidade fazendo a sua parte. Refiro-me à verdadeira "reforma" de que precisamos e que, essa sim, mudará o país de forma consistente e inequívoca. Podemos chamá-la de Reforma de Valores. A boa notícia é que, para que seja feita, não é necessário nem apoio no Congresso nem em nenhuma instância de governo. Também não é necessário projeto de lei. Essa reforma depende exclusivamente de nós, cidadãos, e das nossas atitudes no dia a dia. A tolerância que ainda se observa na sociedade quanto aos chamados pequenos delitos é prova maior de que temos muito a evoluir. Corretamente, cobramos rigidez na conduta das figuras públicas, mas, e no nosso dia a dia, será que não temos coisas a melhorar? Podemos começar por refletir sobre nossa conduta quanto a pequenos atos, como deslizes no trânsito, nas filas, no correto recolhimento de impostos, na compra de produtos piratas, na disposição do lixo, enfim, nos exemplos que transmitimos aos nossos filhos! As empresas também já acordaram para a relevância de rever seus princípios e valores, mas podem acelerar. Está cada vez mais claro que não existe incompatibilidade entre fazer as coisas de forma ética e transparente e ter bons resultados financeiros. Esse "falso dilema" tem que ser abolido de vez das conversas empresariais, pois não se sustenta na realidade que observamos e não se coaduna com o país que queremos construir. Se cada um fizer a sua parte nessa direção, muitos dos problemas serão resolvidos. Uma sociedade nada mais é do que o somatório das atitudes de cada um de nós, de cada uma de nossas empresas. Vamos, sim, cobrar os governos para que façam as reformas de que precisamos e para que ajam com ética e transparência, mas vamos dar o exemplo, fazendo aqui no nosso dia a dia aquilo que depende só de nós. Enfim, vamos dar vida ao que dizia Ghandi: "Nós precisamos ser a mudança que queremos ver no mundo". FÁBIO C. BARBOSA, 55, administrador de empresas, é presidente do Grupo Santander Brasil e da Febraban. Escrever mensalmente, aos domingos, neste espaço. Fonte: http://www.linearclipping.com.br/fecomerciodf/detalhe_noticia.asp?cd_sistema=7&codnot=1219840 |
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Hora da Reforma de Valores
domingo, 30 de maio de 2010
Assistência social ganha cada vez mais importância nas prefeituras brasileiras, constata IBGE
Os dados foram comparados com os de 2005 e mostram que houve avanços significativos nesses quatro anos, segundo informou a gerente da pesquisa, Vânia Maria Pacheco.
“Os números mostram que a assistência social está mais do que fincada na estrutura dos governos municipais brasileiros”, disse a pesquisadora, lembrando que, em 2005, por exemplo, em todo o país em apenas 16 municípios não havia nenhuma estrutura organizacional para a área. Em 2009, esse número caiu para quatro. “Isso significa dizer que hoje 99,9% dos municípios têm estruturas voltadas para a política de assistência social”.
No Centro Oeste e no Norte do país, todos os municípios dispõem de estruturas de assistência social. Os dados de 2009 mostram também que 70,1% das prefeituras tinham secretaria exclusiva para executar essa política e em 22,5% a assistência social era implementada junto com outras políticas, como educação e saúde. Em comparação com 2005, as secretarias exclusivas existiam em 59% dos municípios.
Em 2009, 98,3% dos 5.565 municípios consultados disseram ter mais de um instrumento legal regulamentando a assistência social, além da Lei Orgânica Municipal. Em 2005 esse percentual era de 96,6%. Esse aumento, segundo a pesquisadora, demonstra um comprometimento maior com o tema. Apenas dois municípios declararam não ter nenhum instrumento legal dispondo de matéria reguladora, como conselhos, fundos, projetos etc.
O número de cidades com Plano Municipal de Assistência Social também cresceu de 91,5% para 93,1%, 2009, sendo que no ano passado, desse total, em 96,7% dos municípios declararam ter seu Plano Municipal regulamentado por instrumento legal. O Plano, que busca otimizar e garantir a efetividade das políticas e ações voltadas para a área da assistência social, era avaliado em 88,8% dos municípios e monitorado em 84% deles, principalmente pelos conselhos municipais de Assistência Social, que estão presentes em 99,3% das cidades.
“Estes são bons indicativos, pois mostram que existe cada vez mais uma maior articulação entre representantes do governo e a sociedade civil, isto, claro, se esses conselhos forem realmente paritários como devem ser”, declarou a gerente da pesquisa.
Mulheres vítimas de violência doméstica têm acolhimento em apenas 2,7% dos municípios, diz IBGE


Apesar de 98,6% dos municípios brasileiros declararem, em 2009, possuir algum serviço assistencial à população, grupos mais vulneráveis ainda sofrem com o descaso. As mulheres vítimas de violência doméstica, por exemplo, encontram abrigos institucionais em somente 2,7% das cidades brasileiras. O dado consta no suplemento de Assistência Social da Pesquisa de Informações Básicas Municipais -- Minic 2009 --, realizado pelo IBGE em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (21), apenas 130 municípios possuíam abrigos para mulheres, sendo 88 públicos e 63 conveniados. Outro dado preocupante é que Roraima, Amapá e Distrito Federal não possuíam um único centro para acolher estas mulheres. Mesmo com a ausência do Distrito Federal, a região Centro-Oeste foi a que registrou maior percentual de municípios com abrigos destinados para este fim, seguida pelo Sudeste. Já no Nordeste, apenas 0,8% dos municípios tinham abrigos para mulheres.
Complementando com a materia de PEDRO SOARES da Sucursal do Rio, apenas 7,1% dos municípios brasileiros dispunham de Delegacias Especializadas para atendimento às mulheres em 2009, segundo a Pesquisa de Informações Básicas Municipais, divulgada hoje pelo IBGE.
O percentual de cidades que tinham estruturas organizacionais voltadas à problemática de gênero também era pequeno: 18,7%. Ambos os dados foram pesquisados pela primeira vez pelo IBGE em 2009.
Na representação política, também não houve avanço significativo. Em 2005, as prefeitas correspondiam a 8,1% do total. Em 2009, esse percentual pouco avançou e chegou a 9,2%.
Segundo o IBGE, o incremento ocorreu especialmente no Nordeste, região que concentra o maior percentual de prefeitas (51,2% do total). Em seguida, apareceu o Sudeste (24%). A concentração de prefeitas é maior em municípios com até 100 mil habitantes.
Ainda sobre o perfil dos mandatários municipais, o IBGE constatou um aumento na proporção de prefeitos com nível superior: de 43,8% para 47,5% entre 2005 e 2009.
As mulheres eram, porém, mais escolarizadas: 62,7% das prefeitas tinham curso superior completo, contra menos da metade (45,9%) dos prefeitos.
Pelos dados do IBGE, menos da metade (42%) dos prefeitos havia sido reeleita para o cargo nas eleições de 2008. Em 2009, os partidos com maior número de prefeitos no país eram: PMDB (21,2%), PSDB (13,9%), PT (10,1%), PP (9,9%) e DEM (9%).
A oferta deste tipo de serviço é bastante desigual de acordo com o tamanho das cidades. O estudo, que apresenta um retrato da política de assistência social nos municípios, aponta a existência de abrigos em 72,5% das cidades com mais de 500 mil habitantes. Já em municípios com até 50 mil habitantes, o índice chegou a ser inferior a 0,6% em 2009.
Ainda longe de ser ideal, o serviço de acolhimento de crianças e adolescentes era o mais popular e estava presente em 24,5% dos municípios no ano passado.
Já os idosos de 20,6% das cidades brasileiras contavam com este apoio. De acordo com o IBGE, em 2009 existiam no Brasil 1.063 abrigos para este público, em 711 municípios, sendo que 210 deles funcionavam em São Paulo. Os municípios das regiões Norte e Nordeste foram proporcionalmente os menos expressivos com relação a abrigos para idosos, 5,1% e 5,2%, respectivamente.
O repasse estadual sobe gradativamente até alcançar 100% nos municípios com mais de 500 mil habitantes. No que se refere ao cofinanciamento federal, essa modalidade alcançava os 100% dos municípios com população superior a 50 mil habitantes.
A região Sudeste foi a que apresentou a maior proporção de municípios com financiamento estadual (66,6%), seguida pelo Centro-Oeste (50,6%). A região Norte foi a que apresentou a menor proporção (19,1%).
Segundo o IBGE, em São Paulo 94% dos municípios receberam dinheiro estadual, enquanto que em Minas Gerais apenas 20,6% das cidades contaram com o repasse de verba. Sem qualquer financiamento estadual encontravam-se os Estados de Alagoas, Acre e Rondônia.
Quase metade das primeiras-damas que atuam na área social tem nível superior
Flávia Villela
As primeiras-damas que atuam em 24% dos municípios brasileiros na área de assistência social têm se especializado para lidar com o tema. De acordo com dados do Suplemento de Assistência Social da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic 2009), divulgados hoje (21), 47% delas tinham ensino superior completo e/ou pós-graduação no ano passado, sendo que 45 eram assistentes sociais e 194, pedagogas. Das 5.565 prefeituras do país, em 1.352 a primeira-dama conduzia a política de assistência social em 2009.“A novidade é o fato de a maioria dessas mulheres terem alto grau de escolaridade e especialidade”, ressaltou a gerente da pesquisa, Vânia Maria Pacheco. O levantamento, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou também que o grau de escolaridade entre os gestores, como um todo, aumentou de 2005 para 2009. Em 2005, o número de gestores da Assistência Social com ensino superior completo representava 52% do total e subiu para 59% em 2009 (3.376). Desse total, cerca de 30% eram assistentes sociais e 21,7%, pedagogos. O número de gestores que tinham ensino fundamental incompleto também caiu: de 3,2% em 2005 para 2,2% em 2009.Também houve um pequeno avanço na escolaridade dos funcionários da área da Assistência Social. O número de pessoas que não tinham instrução ou apenas o ensino fundamental caiu 5,8% em 2009, quando comparado a 2005. O número de pessoas com nível superior e/ou especialização também aumentou 1,4%. Em 2009, eles representavam 28,4% do quadro de funcionários. A pesquisa mostra que a proporção de pessoas ocupadas na administração municipal na área de assistência social no país entre 2005 e 2009 aumentou 30,7%, principalmente pelo crescimento de 73,1% entre aqueles sem vínculo permanente. Dos 182.436 de ocupados na área de assistência social, 60.514 não tinham vínculo permanente. Vânia Pacheco explicou que esse número se explica também pelo fato de a Assistência Social contar com grande número de voluntários e organizações não governamentais (ONGs) sem vínculos empregatícios com a prefeitura.
fonte:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/05/21/quase-metade-das-primeiras-damas-que-atuam-na-area-social-tem-nivel-superior.jhtm
Flávia Villela
As primeiras-damas que atuam em 24% dos municípios brasileiros na área de assistência social têm se especializado para lidar com o tema. De acordo com dados do Suplemento de Assistência Social da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic 2009), divulgados hoje (21), 47% delas tinham ensino superior completo e/ou pós-graduação no ano passado, sendo que 45 eram assistentes sociais e 194, pedagogas. Das 5.565 prefeituras do país, em 1.352 a primeira-dama conduzia a política de assistência social em 2009.“A novidade é o fato de a maioria dessas mulheres terem alto grau de escolaridade e especialidade”, ressaltou a gerente da pesquisa, Vânia Maria Pacheco. O levantamento, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou também que o grau de escolaridade entre os gestores, como um todo, aumentou de 2005 para 2009. Em 2005, o número de gestores da Assistência Social com ensino superior completo representava 52% do total e subiu para 59% em 2009 (3.376). Desse total, cerca de 30% eram assistentes sociais e 21,7%, pedagogos. O número de gestores que tinham ensino fundamental incompleto também caiu: de 3,2% em 2005 para 2,2% em 2009.Também houve um pequeno avanço na escolaridade dos funcionários da área da Assistência Social. O número de pessoas que não tinham instrução ou apenas o ensino fundamental caiu 5,8% em 2009, quando comparado a 2005. O número de pessoas com nível superior e/ou especialização também aumentou 1,4%. Em 2009, eles representavam 28,4% do quadro de funcionários. A pesquisa mostra que a proporção de pessoas ocupadas na administração municipal na área de assistência social no país entre 2005 e 2009 aumentou 30,7%, principalmente pelo crescimento de 73,1% entre aqueles sem vínculo permanente. Dos 182.436 de ocupados na área de assistência social, 60.514 não tinham vínculo permanente. Vânia Pacheco explicou que esse número se explica também pelo fato de a Assistência Social contar com grande número de voluntários e organizações não governamentais (ONGs) sem vínculos empregatícios com a prefeitura.
fonte:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/05/21/quase-metade-das-primeiras-damas-que-atuam-na-area-social-tem-nivel-superior.jhtm
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Assistente Social: 50 anos de regulamentação profissional no Brasil


sábado, 8 de maio de 2010
Juventude: Tempo Presente ou Tempo Futuro?

quinta-feira, 29 de abril de 2010
De quem é o filho feio? uma análise crítica das condições de representatividade dos trabalhadores docentes em organizações não-governamentais

domingo, 11 de abril de 2010
Uma casa...


domingo, 28 de março de 2010
Formação para o mercado: Quando a formação é refém do mercado

